Crítica I I Am Not Okay With This – Mescla de séries que não inova, Mas diverte

A nova série da Netflix aposta no clichê e não supreende

Antes da temporada

Uma série com o diretor de The End Of The F***ing World e os produtores de Stranger Things chamou bastante a atenção e o investimento da Netflix em propaganda. Pelo trailer, é fácil entender o enredo, e é também fácil perceber que não é nada original.

A série é baseada em uma HQ de mesmo nome, mas muito mais sombria do que a série. A história acompanha Sydney (Sophia Lillis, de It, a Coisa) que, ao longo de sua trajetória escolar com problemas amorosos e familiares, descobre seus poderes. Seu amigo Stanley (Wyatt Oleff, também de It, a Coisa) a ajuda a entender e controlá-los.

Adolescentes descobrindo poderes não é nada muito inédito, vide Homem-Aranha, X-Men e Carrie, a Estranha. Porém, os episódios curtos (cerca de 20min cada) e a já conhecida dinâmica da Netflix e dos produtores a torna bem rápida e fácil de ver.

 

Durante a temporada

Mais do que uma série de heroína e superpoderes, essa é uma série do estilo “coming-of-age”, sobre maturidade e descobertas na adolescência. Puberdade, sexo, drogas e orientação sexual são componentes importantes na primeira metade da série, antes de Stanley descobrir sobre os poderes de Syd. Além disso, o diário de Sydney é importantíssimo para o tom da série, que mostra sempre a visão da protagonista.

I Am Not Okay With This também bebe da mesma fonte de Stranger Things e It, a Coisa, trazendo homenagens e referências a elementos da cultura pop dos anos 80, como Carrie, a Estranha (logo no primeiro episódio) e Clube dos Cinco (durante a detenção).

Quanto às atuações, Sophia Lillis e Wyatt Oleff já contracenaram juntos antes, e a relação entre os personagens dos dois é bem palpável e realista. É interessante notar também que a faixa etária dos atores condiz com a idade dos personagens e aqueles pré-adolescentes de It, a Coisa já estão começando a atuar em papeis mais maduros.

A personagem de Sydney vive com a cara emburrada e é deslocada no colégio. Ela perdeu o pai para o suicídio e o processo de luto tem sido angustiante. No meio desse incidente, a protagonista briga com a mãe inúmeras vezes e se descobre apaixonada pela melhor amiga (que começa a namorar um menino popular). Todos os seus sentimentos ficam mais intensos e, no ponto de tensão, os poderes se manifestam. Sydney acha que está ficando maluca, ainda mais depois de sentir que está sendo seguida.

A série dá uma origem interessante para os poderes da personagem, que podem ser trabalhados em uma eventual segunda temporada. Syd descobre que seu pai sentia tudo o que ela sente, e que isso culminou em seu suicídio. Determinada em não ter o mesmo fim que ele, a filha tenta esquecer e não ligar mais para seus poderes ou o homem que a segue. No entanto, isso não dá certo no último episódio. Ela comete um crime e encontra seu perseguidor. Essa é a deixa para uma próxima temporada.

 

Depois da temporada

I Am Not Okay With This é rápida, e uma aposta segura para manter os fãs da Netflix ocupados enquanto a próxima temporada de Stranger Things não estreia. O cenário e a narrativa bem à la The End Of The F***ing World traz uma sensação de conforto e previsibilidade, já que a série não alcança um estilo próprio.

7

NOTA

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