O HERÓI MAIS PODEROSO DA DC GANHA UM NOVO FILME COM DIREÇÃO DE UM EX-MARVEL

ANTES DO FILME

O universo de filmes de heróis da DC estava em baixa nos últimos anos, com filmes medíocres e abaixo das expectativas. Mas, para esse novo capítulo da história do filho de Krypton, James Gunn (Trilogia Guardiões da Galáxia) está à frente do projeto. O ex-diretor de sucesso da Marvel Studios agora ocupa o cargo de CEO da DC Studios.

No papel de Clark Kent, temos David Corenswet (Pearl). Além dele, o elenco conta com Rachel Brosnahan (Operação Vingança), Nicholas Hoult (Nofesteratu), Edi Gathegi (Crepúsculo) Nathan Fillion (The Rookie) e Isabela Merced (The Last of Us). O filme tem um orçamento estimado em 200 milhões de dólares e tem como objetivo iniciar uma nova etapa para os filmes de super-heróis da DC.

DURANTE O FILME

A trama não está ligada a história de origem do herói, mas como suas ações impactam na humanidade. Começamos nossa história acompanhando Superman (David Corenswet) em uma batalha contra o Martelo da Borávia, possível retaliação política de um conflito entre dois países, do qual o herói participou. Porém, tudo faz parte de um plano de Lex Luthor (Nicholas Hoult) para descobrir a localização da Fortaleza da Solidão e acessar segredos kryptonianos.

Ao longo da trama, descobrimos os reais planos de Luthor para acabar de uma vez por todas com seu inimigo. Para ajudar o herói na luta, surgem a Gangue da Justiça, formada por Guy Gardne (Nathan Fillion), Senhor Incrível (Edi Gathegi) e a Mulher-Gavião (Isabela Merced). 

Eventualmente, os planos de Lex são bem-sucedidos, e Superman terá que aceitar as consequências e decidir se deixará que seu passado o defina ou se lutará pelo seu presente e futuro, independente de seus erros e acertos, assim como faria um verdadeiro ser humano. E ele precisará da ajuda de todos os amigos meta-humanos e de Lois Lane para escapar de seu destino.

APÓS O FILME

Fui assistir ao filme na cabine de imprensa com algumas expectativas, por conta dos trailers e de algumas informações prévias sobre o longa. E para minha felicidade, o filme cumpriu com as minhas expectativas. A direção de James Gunn acerta muito em contar a história do personagem como ele realmente é: um símbolo de esperança, igualdade e justiça. O diretor, que também assina o roteiro, não se preocupou em contar uma história de origem, ela já foi basicamente apresentada no início do longa. A trilha sonora também está muito boa no longa, a adição do tema do herói, orquestrado de forma diferente em cada momento, sempre deixa o espectador com aquele sentimento épico.

As cenas de luta estão muito bem coreografadas e dirigidas, desde as sequências mais escuras até as colossais, é possível entender o que acontece em tela, atrelado ao bom uso dos efeitos especiais. Os ângulos de câmera adotados por Gunn chamam atenção, especialmente pelo foco frequente nos rostos dos personagens, o que transmite com clareza suas emoções. E no momento dos planos abertos, também são grandiosos e não deixam a desejar.

O roteiro foi mais um ponto certo no filme. A história não é complexa, ela gira em torno do Lex Luthor buscar destruir o Superman de uma vez por todas. Mas agora, ele além de adotar o ataque físico contra o herói, também utiliza o ataque psicológico, utilizando as redes sociais e a opinião pública para depreciar sua imagem. Outro ponto positivo do roteiro, foi a abordagem de um tema que sempre era questionado nos filmes do Superman: a questão do herói não se importar com as pessoas na cidade no decorrer de suas batalhas. Felizmente, nesta obra, isso é retratado. Além disso, no decorrer da trama observamos que o Superman se frustra com a mensagem final de seus pais biológicos, e a partir do roteiro muito bem elaborado, ocorre a ressignificação do discurso, e novas camadas são adicionadas ao objetivo do personagem.

As atuações também são destaque. David Corenswet tinha a desconfiança de entregar um bom trabalho ao interpretar um dos grandes heróis de todos os tempos. Mas felizmente, sua composição foi excelente, o ator consegue entregar um Superman sólido com toda a sua essência, um personagem bondoso, carismático, esperançoso e acima de tudo, humano. Uma performance de muita entrega e estudo do personagem. Rachel Brosnahan provou que também foi uma boa escolha para interpretar Lois Lane, a química do casal é nítida, transparecendo uma relação genuína.

Nicholas Hoult entrega uma das melhores atuações de sua carreira como Lex Luthor. Seu vilão é cruel, frio e manipulador, com uma composição totalmente maligna. Os outros membros do elenco também se destacam, especialmente Edi Gathegi e o Lanterna Verde de Nathan Fillion. E não poderia deixar de mencionar o Krypto, que rouba a cena sempre que aparece com seu jeitinho de cão superpoderoso, mas ainda assim, um cachorro adorável.

Poucos pontos foram negativos no longa. Um deles foi a pouca participação da versão humana do Superman, Clark Kent, que só esteve presente na primeira hora do longa e nunca mais foi visto. Outra questão foi o destino do vilão Martelo da Borávia, que aparece brevemente também no início da trama para depois não ser mais visto.

James Gunn conseguiu mostrar seu estilo de direção em seu primeiro filme na DC, além da estética colorida e o humor característico do diretor, é notável o grande cuidado e carinho que o cineasta teve em comandar o projeto, ele também foi capaz de inserir diversas referências durante o longa.

Mesmo sem ser uma trama complexa, o filme é atual e dialoga com questões políticas e sociais relevantes. A mensagem final é poderosa e necessária para os dias de hoje. Sem dúvidas, recomendo fortemente que você assista ao recomeço do universo cinematográfico da DC.

9

NOTA

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